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Em 22 de Fevereiro de 1857 nasceu, em Londres, capital da Inglaterra o menino Robert Stephenson Smith Baden-Powell, que mais tarde seria famoso no mundo inteiro, como fundador do Escotismo.
Sendo o mais novo dos irmãos, o menino Robert teve, na companhia dos irmãos mais velhos, uma infância muito divertida, pois Londres daquele tempo era muito diferente da grande cidade que é hoje, ainda oferecia muita facilidade para folguedos ao ar livre. Assim, desde menino, Baden-Powell aprendeu, em caminhadas e excursões, a cuidar de si mesmo e ter confiança em si. Embora órfão de pai, sempre encontrou na mãe e em seus irmãos o apoio necessário e mais tarde lembrava-se da infância, como um tempo muito feliz.
B-P. fez seus estudos em escolas públicas, onde era muito popular e querido por todos, colegas e professores. Nas férias, ele sempre aproveitava para acampar com seus irmãos mais velhos.
Quando terminou os estudos secundários, Baden-Powell ingressou no exército. Como oficial de carreira viajou muito, conhecendo grande parte do mundo. Durante suas viagens conheceu tribos de guerreiros da África, os vaqueiros americanos e conviveu com os índios da América e do Canadá.
Graças a sua competência, honestidade e exemplo como líder de homens, B-P. fez carreira militar brilhante. Podemos citar principalmente a Guerra do Transvaal em 1889, onde B-P, comandou a guarnição de Mafeking, importante entroncamento ferrovário, cuja posse era de grande valor estratégico. A cidade foi duramente atacada pelas forças inimigas, durante meses.
Como havia poucos soldados regulares em Mafeking, B-P. treinou os cidadãos capazes de empunhar uma arma e para isso teve que organizar um grupo de jovens cadetes, os adolescentes da cidade que desempenhavam todas as tarefas de apoio, tais como: cozinha, comunicações, primeiros socorros, etc. Graças a esses recursos, à inteligência e coragem de seu comandante foi possível a cidade resistir às forças muito superiores, até que chegassem reforços. A maneira como os jovens desempenharam suas tarefas, seus exemplos, de dedicação, lealdade, coragem e responsabilidade, causaram grande impressão em Baden Powell e anos mais tarde,aquele acontecimento teria grande influência na criação do Escotismo.
Graças aos seus feitos na vida militar, B-P. tornou-se herói em seu país, a Inglaterra. Durante uma viagem à sua pátria, Baden Powell viu alguns meninos usando em suas brincadeiras um livro, que ele havia escrito para exploradores do exército e que continha ensinamentos sobre como acampar e sobreviver em regiões selvagens.Conversando com os amigos ele resolveu realizar, em 1907, na ilha de Brownsea, um acampamento com vinte rapazes de 12 a 16 anos, onde ensinou uma porção de coisas importantes, como: primeiros socorros, observação,técnicas de segurança para a vida na cidade e na floresta...
Devido aos bons resultados deste acampamento,B-P. começou a escrever o livro "Escotismo para rapazes" que, inicialmente, foi publicado em fascículos e vendido nas bancas de jornais.
Os jovens ingleses se entusiasmaram tanto com o livro, que B-P. organizou e fundou o Movimento Escoteiro.
Rapidamente o Escotismo se espalhou por vários países no mundo. No Brasil o Escotismo foi fundado em 1910 na cidade do Rio de Janeiro, sendo chamado de "Centro de Boys Scouts do Brasil", organizados por sub-oficiais dos encouraçados "Minas Gerais", "São Paulo" e "Bahia" que, na Inglaterra, haviam estado na em contato com o Movimento Escoteiro recém criado por Baden-Powell.
O Escotismo, nascido na Inglaterra, não respeitou fronteiras e alastrou-se por outros países, e já em 1920, em Londres, reuniram-se, num grande acampamento, Escoteiros de várias nacionalidades. Desde então o crescimento do escotismo foi grande e nem as duas guerras mundiais conseguiram enfraquecê-lo. Foi neste primeiro acampamento mundial, chamado de Jamboree, que 20.000 jovens aclamaram B-P., Escoteiro-Chefe Mundial.
Depois de vários anos de dedicação ao escotismo, viajando pelo mundo e fundando Associações Escoteiras em vários países, B-P. sentiu suas forças declinarem. Retirou-se então para uma propriedade que possuía próximo à cidade de Nairobi, Quênia, na África. Ali, na companhia da esposa, dividia o tempo entre a pintura, a numerosa correspondência a as visitas de amigos. Faleceu na madrugada de 8 de Janeiro de 1941, enquanto dormia.
Atualmente o Brasil possui mais de 55.000 escoteiros.
Sempre Alerta!
Arnaldo E. de Freitas - GEMAT . Itajaí/SC
Fonte: www.escoteiro.com.br
Bombordo - é o lado à esquerda da embarcação quando um observador dentro da embarcação olha para a proa; durante a época dos Descobrimentos portugueses, nas navegações ao longo da costa africana, o "bom bordo" era o que estava do lado da terra firme, à qual era necessário aceder frequentemente em virtude de tempestades, falta de água ou de alimentos.
Popa - é a parte de trás de uma embarcação.
Proa - é a parte dianteira de uma embarcação.
Amainar - colher ou arriar as velas.
Escota - corda atada à retranca do mastro da embarcação através da qual se controla a abertura da vela em relação ao vento.
FONTE: http://pt.wikipedia.org
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História da Modalidade do Mar
Desbravando os Oceanos
O escotismo do Mar é tão antigo como o próprio Escotismo. Já em 1908 existiam os MARINE SCOUTS que, em 1909, passariam a chamarse SEA SCOUTS, nome até hoje usado em muitos países e ssociações escoteiras de todo o Mundo.
O Escotismo do Mar é um ramo do Escotismo; o escoteiro do Mar é como qualquer outro escoteiro; ele presta a mesma Promessa e segue a mesma Lei Escoteira. Ao mesmo tempo em que um Escoteiro, ele é um apaixonado pelo Mar. As etapas de noviço, segunda classe e primeira classe são elaboradas de modo a oferecer boas noções de marinharia. Esta é uma das primeiras definições do Escoteiro do Mar.
O que caracteriza, na realidade os Escoteiros do Mar, é que eles realizam suas atividades preferencialmente na Água. Onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for, aí podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou Pantanal.
A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional Navegação a Remo até Mergulho ou windsurf.
Baden Powell, em seu Livro Escotismo para Rapazes, diz que a melhor época de sua vida foi a que passou como Escoteiro do Mar. A família possuía um veleiro e percorria durante as férias escolares, as costas da Inglaterra. Em certa ocasião, numa viagem exploratória, subiram, usando um pequeno brasco, o rio Tâmisa até sua nascente.
BP (como era conhecido Baden Powell) estava participando de um cruzeiro quando soube de sua aprovação no concurso para o Exército. Um dos seus irmãos, Warrington, que seguil a carreira na Marinha, chegando am posto de Almirante, foi autor, a pedido de BP, do Livro Sea Scouting and Seamanship for Boys, o primeiro Livro para Escoteiros do Mar.
Em O caminho para o Sucesso, BP nos ensina que as dificuldades são como o sal da vida, aquilo que dá gosto às vitórias e conquistas. O Escotismo do Mar é cheio de sal, porque é um escotismo difícil, difícil por exigir uma disposição e dedicação para o trabalho que outras modalidades e atividades não necessitam, difícil porque atualmente prefere-se adotar sempre as soluções mais fáceis, esquecendo-se que estamos formando os homens do amanhã. Talvez seja esta a diferença entre as modalidades ou algo mais que não se define, pois enquanto alguns precisam usar de imaginação e criatividade para ter pitadas de sal no seu mundo, o do Escotismo do Mar já é intrinsecamente salgado. Dois bordejos jamais serão iguais.
No Brasil foram fundados diversos Grupos de Escoteiros do Mar, na década de dez, mas foi em 7 de setembro de 1921, em Jurujuba, Niterói-RJ, com a fundação da CBEM - Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar, que o Escotismo do Mar iniciou seu desenvolvimento organizado. Participaram desta iniciativa: Benjamim Sodré, Frederico Villar, Gumerciano Loretti, Gabriel Skinner e Raja Gabaglia, Diretor de Portos e Costas.
O Escoteiro do Mar possue seu Padroeiro, que é São Pedro, e o seu Lema, um por todos e todos por um é conhecido em todos os rincões do Brasil. Usam tradicionalmente o branco, simbolizando a pureza da alma, a espuma das ondas e constituição de uma fraternidade especial.
O Escotismo do Mar possue sólidas Tradições. Partiu da CBEM, em 1924, a iniciativa da fundação da UEB. Em 1925, foi editado o Guia do Escoteiro, de autoria do Velho Lobo (eterno mestre dos escoteiros do Mar), que é considerado uma das Bíblias do Escotismo brasileiro. Em 1928, realizou-se na Fortaleza de São João, o Ajuri dos Escoteiros do Mar, e, em 1929, uma patrulha de Escoteiros do Mar participa o Jamboree da Maioridade na Inglaterra.
O futuro do Escotismo do Mar é bastante promissor. A riqueza do Brasil depende do Mar. dele que cada dia mais são retirados alimentos, riquesas minerais, energia e medicamentos; 95% das exportações e importações brasileiras são feitas utilizando-se o transporte marítimo; e o Escotismo do Mar constitui uma escala de mentalidade marítima, de amor e respeito ás coisas do mar, de preservação da natureza, e de educação.
(Artigo publicado no Jornal Escoteiros do Mar , edições 7 e 8, mai/jun/jul/ago, 1988.)
FONTE: http://www.geocities.com/escotismo/historia/esc_mar.html
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Arnaldo E. de Freitas
A atmosfera da Terra é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar, e absorvem grande parte do calor (a radiação infravermelha térmica), emitido pela superfície aquecida da Terra. Esta propriedade é conhecida como efeito estufa. Graças a ela, a temperatura média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15°C. Sem o efeito estufa , a temperatura média da Terra seria de 18°C abaixo de zero, ou seja, ele é responsável por um aumento de 33°C. Portanto, é benefício ao planeta, pois cria condições para a existência de vida.
Quando se alerta para riscos relacionados com o efeito estufa, o que está em foco é a sua possível intensificação, causada pela ação do homem, e a conseqüência dessa intensificação para o clima da Terra. A hipótese da intensificação do fenômeno é muito simples, do ponto de vista da física: quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor, e conseqüentemente mais alta a temperatura média do globo terrestre. A maioria dos cientistas envolvidos em pesquisas climáticas, está convencida de que a intensificação do fenômeno em decorrência das ações e atividades humanas, provocará esse aquecimento. Uma minoria discorda disso e indaga em que medida esse aquecimento, caso esteja ocorrendo, se deve ao efeito estufa, intensificado pela ação do homem. Sem dúvida, que as descargas de gases na atmosfera por parte das indústrias e das frotas de veículos, contribuem para aumentar o problema, e naturalmente ainda continuarão a ser objeto de muita discussão entre os cientistas e a sociedade.
Conseqüências do aquecimento global são muito mais sérias do que imaginávamos. Estas conseqüências estão relacionadas às propriedades recentemente descobertas do “núcleo interior” do nosso planeta.
É um fato estabelecido, verificado por décadas de medidas sísmicas, que o núcleo interior da Terra é um sólido arredondado de mais ou menos 1220 km de raio que ocupa a posição central do nosso planeta. A posição geralmente aceita atualmente é que este sólido chegou lentamente ao seu tamanho atual como resultado da “cristalização” do líquido à sua volta. O “calor latente” desta “cristalização” explicaria como o núcleo interior gera calor.
Este artigo considera as condições de equilíbrio hidro-gravitacional global para o núcleo interior da Terra e apresenta uma prova científica rigorosa de que o núcleo sólido de nosso planeta não poderia nunca ter sido menor ou mais leve que um certo mínimo, de outro modo o núcleo não poderia permanecer no centro do planeta.
Já que o núcleo interior só pode ter sido maior e mais pesado no passado do que é hoje – não pode ser resultado de nenhuma “cristalização”. Esta simples conclusão tem conseqüências surpreendentes.
Imagine um objeto gigantesco de 1220 km de raio que lentamente torna-se menor e mais leve e libera calor por milhões de anos. O que pode ser isso? Só pode ser um objeto que gera calor por decomposição nuclear.
A principal conseqüência do que foi dito acima é que todo o calor gerado dentro da Terra é de origem radioativa. Em outras palavras, a Terra em seu todo pode ser considerada um reator nuclear alimentado por fissão espontânea de vários isótopos no superpesado núcleo central, assim como seus produtos de decomposição no manto e na crosta. A vida na Terra só é possível por causa do eficiente esfriamento deste reator – um processo controlado principalmente pela atmosfera.
Atualmente este esfriamento é responsável por um bom equilíbrio térmico entre o calor do núcleo reator, o calor do sol e a radiação do calor no espaço, de modo que a temperatura média na Terra é de aproximadamente 13 graus C.
A consideração elementar do fluxo de calor indica que para cada grau de aumento na temperatura média na superfície da Terra – o aumento na temperatura do núcleo interior pode ser de até 15 graus.
Este artigo examina a possibilidade do “derretimento” do núcleo interior devido à reduzida capacidade de esfriamento da atmosfera, que capta progressivamente mais calor solar devido ao chamado efeito estufa.
Fatores que podem acelerar o processo de derretimento, como um aumento de atividade solar coincidindo com o aumento de emissões de gases de efeito estufa são discutidos.
A mais séria conseqüência de tal “derretimento” poderia ser uma flutuação da gravidade baseada na segregação de isótopos instáveis no núcleo interior fundido. Tal segregação pode “enriquecer” o combustível nuclear no núcleo ao ponto de criar condições para uma reação em cadeia e uma gigantesca explosão atômica. A Terra pode se tornar outro “cinto de asteróides” no Sistema Solar?
É de conhecimento comum (vivenciando as estações) que o calor solar é o fator dominante para determinar temperaturas na superfície da Terra. Nas regiões polares, entretanto, a contribuição do calor solar é mínima e é ali que a contribuição do calor do interior pode ser melhor percebida. O aumento das temperaturas do oceano polar e o derretimento das calotas polares seriam, portanto, os primeiros sintomas do superaquecimento do reator nuclear interior.
Enquanto políticos e empresários ainda debatem a necessidade de reduzir as emissões do efeito estufa e se esquivam de aceitar qualquer responsabilidade, o processo de superaquecimento do reator nuclear interior já começou – oceanos polares estão mais aquecidos e as calotas polares começaram a derreter. Será que temos suficiente imaginação, inteligência e integridade para compreender o perigo antes que a situação se torne irreversível?
Sempre Alerta!
Arnaldo E. de Freitas